Métodos Contraceptivos

Planejamento Familiar é qualidade de vida

O Planejamento Familiar é um direito previsto na Constituição Brasileira, ele além de conferir ao cidadão a opção de escolher se quer ou não ter filhos e quando tê-los, informa sobre o acesso a métodos anticoncepcionais.

Esse processo contribui decisivamente para a construção de uma sociedade mais saudável e com qualidade de vida, diminuindo também o risco de mortalidade materno-infantil. Além disso, essas crianças serão bem-vindas dentro de uma estrutura que lhes garanta as necessidades básicas para seu bem-estar, o aconchego de um lar e o acesso à educação, criando seres humanos mais equilibrados, educados, responsáveis e, consequentemente, uma sociedade menos desigual. Havendo assim melhor qualidade de vida a todos nos aspectos físico, psíquico e social.

Para que o planejamento familiar seja bem-sucedido, é fundamental o casal ter a oportunidade de escolher qual o melhor momento para se ter filhos. E, para que isso ocorra, é necessário que eles adotem um método contraceptivo eficaz. Entretanto, como escolher o mais adequado entre as inúmeras opções que a medicina oferece?

O primeiro passo antes de tomar essa decisão é consultar um especialista. Adotar um método anticoncepcional inadvertidamente pode trazer sérios danos à saúde. Por isso, os pacientes devem discutir com o médico qual forma é mais adequada ao seu caso.

Além disso, o diálogo entre o casal é fundamental, pois, por meio dele, é possível se dizer o que se espera um do outro, negociar-se o que se quer e como se quer, não apenas na relação sexual, mas em toda vida a dois. Se dentro da vida de um casal a gravidez não faz parte dos planos, é prioritário que medidas sejam tomadas para que ela não aconteça, e vale ressaltar que esse diálogo precisa acontecer antes de a relação rolar, pois, no momento em que ela está prestes a acontecer, fica difícil adiar o prazer para se pensar em prevenção.

Com a preocupação de controlar a reprodução humana, frente ao crescimento demográfico predominantemente mal balanceado do ponto de vista sócio-cultural, progrediram enormemente os estudos no sentido de aperfeiçoar tanto a área da fertilidade como a da anticoncepção. Indiscutivelmente, esse progresso que ofereceu à mulher grandes mudanças em seus hábitos e em suas limitações na sociedade.

Entretanto, têm trazido muitas preocupações para os pais, pois desta forma os jovens têm-se exposto à promiscuidade e às doenças contagiosas, além das experiências afetivas negativas, que os apanham na maioria das vezes ainda imaturos. Por isto e por outros vários motivos, julga-se importantíssimo que os pais conheçam bem os métodos possam servir de apoio a seus filhos. Pois com eles não é diferente, e os pais devem lembrar que a educação começa muito cedo, não apenas com muito diálogo, franco e aberto, mas também atentando para o fato de que se educa através de atitudes e exemplos.

São vários os métodos anticoncepcionais, alguns deles muito falhos e outros com grande margem de segurança. Será feita uma abordagem minuciosa sobre os métodos mais utilizados e de maior segurança, e uma rápida passagem sobre os demais, desde os mais antigos, para que haja uma boa compreensão da forma de ação de cada um. Acha-se, entretanto, que qualquer método precisa ser orientado por médico capacitado, a fim de que o casal tenha amparo e segurança durante o período em que estiver fazendo uso do anticoncepcional.

Entre os métodos anticoncepcionais atualmente em uso, são indiscutivelmente mais eficientes a pílula e o DIU – Dispositivo Intra-Uterino – à exceção, naturalmente, da esterilização. Pois quando se trata da escolha por um método cirúrgico, é sempre importante levar em consideração a possibilidade de que, com o tempo, a pessoa se arrependa e volte a planejar ter filhos, e, nesse caso, as dificuldades para uma nova gestação serão maiores. Portanto, mais uma vez, ressalta-se a importância de que a escolha do método seja consciente e bem orientado.

Em relação às falhas dos métodos, observações muito bem controladas revelam uma pequena superioridade da pílula sobre o DIU, a grande superioridade de ambos sobre o preventivo masculino (condom) e o diafragma feminino. Os riscos de falha com os dois últimos métodos citados são cerca de dez vezes maiores.

Também é preciso acrescentar que o DIU não pode ser o método de primeira escolha em adolescentes e em mulheres que ainda não tiveram nenhum filho. Nestes casos, a pílula ou o condom associados aos espermaticidas podem oferecer melhores resultados. No caso da Camisinha, os jovens, que trocam freqüentemente de parceiro (a), estarão protegidos também das doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS e o HPV.

Métodos de Barreira Física:

Preservativo masculino

Também chamado condom ou, popularmente, camisa de Vênus ou camisinha.

Trata-se de uma capa de látex que se apresenta enrolada num anel, também de látex. Quando desenrolado, adapta-se perfeitamente ao pênis. Mantém em geral uma pequena folga na extremidade anterior, permitindo que o líquido espermático ejaculado seja retido em seu interior. É descartável, de modo que não deve ser conservado, e a cada relação sexual usa-se um novo preservativo. Tem vantagens higiênicas, evitando a contaminação bacteriana ou fúngica.

Sua função é de aprisionar em seu interior o líquido espermático emitido durante a ejaculação, evitando sua penetração no colo do útero. É também um método muito eficiente, cujo único risco é seu rompimento.

Entre os jovens que se iniciam na atividade sexual, traz uma vantagem extra que é a proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis, ou DSTs. Quando usado em associação aos espermicidas vaginais, tem sua eficácia muito aumentada.

As mais modernas são mais resistentes e têm menor espessura, permitindo maior segurança e mais sensibilidade. Além disso, estão disponíveis em diversas cores, aromas e sabores.

As camisinhas são, por lei, distribuídas pelo sistema único de saúde, e estão disponíveis sem custo algum em qualquer posto de saúde.

 Preservativo feminino

Método recente, ainda em fase de estudos estatísticos, já está disponível no mercado brasileiro. Tem praticamente a mesma eficácia do preservativo masculino como anticoncepcional, e protege bem contra doenças sexualmente transmissíveis. É um bom recurso para as mulheres cujos parceiros não gostam de usar a camisinha. Trata-se de um “saquinho”, geralmente de poliuretano (borracha sintética ou tipo de plástico macio, mais resistente do que o látex da camisinha).

No fundo, apresenta um anel flexível que serve para fixá-lo dentro da vagina. Na extremidade anterior ou externa, outro anel que o fixa fora da vagina e cobre parcialmente os grandes lábios.

Ele também deve ser removido depois da relação sexual, e não pode ser reutilizado para outra relação sexual.

Diafragma

O diafragma é um chapéu de borracha que precisa ser colocado no canal vaginal de encontro ao colo do útero, usualmente revestido em suas bordas com cremes ou geléias espermaticidas. Quando bem adaptado, impede que o líquido espermático entre em contato com o muco cervical, evitando com isso que os espermatozóides penetrem no útero.

Precisa ser retirado diariamente, lavado e conservado em estojo que contenha substancias esterilizantes para evitar contaminação por germes infecciosos.

Há diafragmas de diversos tamanhos, é necessário que o médico meça o tamanho adequado do diafragma para cada paciente e ensine-as a manuseá-lo corretamente. Ao colocá-lo dentro da vagina, deve-se verificar se o posicionamento está correto. No uso diário, a mulher pode fazer a colocação sem dificuldades.

 O método, no entanto, não pode ser usado por mulheres que tenham prolapso de bexiga ou de útero (descida dos órgãos a partir de sua posição normal). A principal desvantagem do diafragma é que ele não protege contra a maioria das DSTs,

Atualmente, o diafragma é um método pouco recomendado pelos médicos devido ao alto índice de falha para gravidez, bem como por não proteger contra as DSTs, já que parte do órgão feminino fica exposta na relação. A camisinha masculina é mais recomendada já que apresenta um índice de eficácia maior no sentido de evitar a gravidez e proteção contra DSTs. De toda forma, recomenda-se seu uso sempre em associação com os outros métodos hormonais.

Substâncias espermaticidas

Resume-se em aplicar dentro da cavidade vaginal geléias, cremes, comprimidos ou espumas espermaticidas. Quando bem aplicadas, algum tempo antes  da relação sexual, formam uma barreira à entrada dos espermatozóides dentro do colo do útero e os destroem ao seu contato. Este é um método bem mais seguro, mas depende de uma aplicação correta.

Dispositivo intra-uterino – DIU

À primeira vista, o DIU pareceria ser um método anticoncepcional ideal, porque é altamente eficaz, não depende das relações sexuais, requer a colocação de dois em dois ou até de seis em seis anos e é completamente reversível com a remoção do dispositivo. Seu uso está espalhado por muitos países e um número enorme de mulheres o utiliza no mundo inteiro.

Contudo, atualmente, a maioria dos clínicos considera a adolescência como um período contra-indicado para o uso do DIU, já que os adolescentes frequentemente não mantêm parceiros estáveis e, com isto, aumentam o risco de doença inflamatória pélvica, complicação relativamente grave que pode resultar em infertilidade. Há também uma contra-indicação relativa em mulheres nulíparas (que nunca tiveram filho).

Sangramento abundante durante a menstruação, expulsão espontânea, dor, perdas sangüíneas durante o ciclo são os problemas mais comuns do DIU. Para prevenir estes fenômenos, é preciso que haja uma boa adequação quanto à forma e ao materiais mais bem aceitos pelo organismo da mulher. As tentativas, portanto, precisam ser feitas através de aplicações por médicos treinados nessa técnica.

A incidência de gravidez por falha do método é cerca de três para cem mulheres por ano. A maior parte dos casos de falha se deve ao deslocamento do dispositivo; por isso é preciso haver controles periódicos.

Há um grande número de tipos de DIU, que variam na forma e na espécie de material utilizado para sua fabricação. De uma maneira geral, são de baixo custo e quando bem tolerados pela mulher apresentam pequeníssimo risco de gravidez.

Ele é indicado para pacientes que apresentam alguma contraindicação ao uso de hormônios. Composto por plástico sintético com um fio de cobre na superfície, ele impede a fecundação por interferir na dinâmica dos óvulos e espermatozoides, e, dependendo do modelo, pode permanecer eficaz por 10 anos.

Entretanto, o DIU não deve ser usado em mulheres que apresentam um risco aumentado de infecções uterinas ou possuem um padrão menstrual com sangramento mais intenso, acompanhado de cólicas. Há ainda o SIU (Sistema Intrauterino), que, em vez de usar cobre, libera progesterona dentro da cavidade uterina.

Métodos Hormonais:

Pílula anticoncepcional feminina

A pílula anticoncepcional combinada é composta de dois hormônios sintéticos que funcionalmente substituem a ação dos hormônios naturais produzidos pelo ovário e ao mesmo tempo promovem inibição da ovulação. Por sua ação sobre o endométrio, reproduzem menstruações quase idênticas às habituais, em geral há menos cólicas e menor sangramento. Por mecanismos um pouco complexos, inibem o hipotálamo e a hipófise e com isto não há produção de hormônio estimulante dos ovários. Desta forma, não há amadurecimento nem liberação de óvulos nos ovários, ou seja, não há ovulação.

Apesar de haver, teoricamente, uma eficácia de 99,9% nos países em desenvolvimento, as estatísticas têm demonstrado um valor real médio de 2,6 gestações em cada cem mulheres por ano, o que indiscutivelmente representa a segurança do método.

Por estudos recentes, pode-se concluir que não há perigos maiores para a mulher jovem que faz uso da pílula anticoncepcional, porque elas repetem no circuito ovário-hipófise o que as mulheres de antigamente o faziam, isto é, uma freqüente inibição da ovulação durante sua idade fértil, por encontrarem-se quase sempre grávidas; de outro lado, porque todas as demais ações dos hormônios se fazem exatamente da mesma maneira que os hormônios naturais do ovário.

Os efeitos secundários, isto é, os sintomas desagradáveis são devidos às doses dos hormônios contidos nas pílulas. Para que não ocorram efeitos indesejáveis, é preciso que cada mulher seja corretamente aconselhada por um médico que conheça perfeitamente o seu organismo e com isto possa indicar-lhe o produto cujas dosagens de estrógeno e progesterona melhor se adaptem a ela, sem produzirem os temidos sintomas.

Tais sintomas, em geral, são semelhantes aos que ocorrem nos períodos iniciais de gravidez: enjôo, depressão, aumento de peso, dor de cabeça, pequenas perdas de sangue, falta de ar e tonturas.

Os trabalhos de pesquisa têm demonstrado, entretanto, que muitas mulheres apresentam os mesmos sintomas quando recebem placebo. O que prova que grande parte dos sintomas, ou pelo menos o agravamento dos mesmos, é mais de natureza emocional do que propriamente produto dos efeitos secundários dos hormônios contidos na pílula. Além disso, é sabido que toda a anticoncepção traz consigo uma série de conflitos emocionais, desde que a pessoa não esteja tranqüila quanto ao seu desejo real de evitar filhos. Esta é uma das principais razões de sintomas que não sejam devido aos hormônios.

Conclui-se também que, como os sintomas são semelhantes aos da gestação e os efeitos sobre o organismo são idênticos, não podem produzir malefícios, a não ser para mulheres que apresentam doença prévia ou que absolutamente não poderiam engravidar.

Estudos recentes mostram que o fumo e algumas outras condições orgânicas prévias, como hipertensão, diabete e obesidade aumentam o risco de doença cardiovascular e morte nas mulheres que usam anticoncepcionais orais. Estes estudos não chegaram a modificar totalmente as recomendações sobre o uso da pílula, mas deixam muito claras as vantagens no abandono do fumo. Em caso contrário, recomenda-se trocar o método anticoncepcional, pois o risco se torna muito grande, principalmente acima dos trinta e cinco anos de idade.

Como referido anteriormente, é absolutamente necessário que a mulher seja acompanhada pelo seu médico durante o uso de anticoncepcionais orais. Se isso for feito, não há razões para temores de prejuízos físicos, pois ao primeiro sinal de intolerância o médico pode orientá-la evitando qualquer conseqüência desagradável.

Contracepção pós-coito

A contracepção pós-coito é indicada e utilizada em algumas situações emergenciais, tais como estupro, relações sexuais não programadas, portanto, não protegidas, entre adolescentes, e no caso de ruptura do condom.

Até 72 horas após a relação sexual (de preferência 24 a 48 horas após) devem ser utilizadas, inicialmente, doses altas de determinados anticoncepcionais orais no primeiro dia, acompanhadas de doses normais diárias por mais 10 dias, para programar a menstruação. Outra forma é utilizar doses altas de estrogênio oral, a cada 12 horas, durante 5 dias.

Há alguns efeitos paralelos, como náuseas e vômitos, mais freqüentes no segundo esquema. Para a utilização deste processo é absolutamente necessária a receita e o acompanhamento médico.

Hormônio injetável

Uma forma prática e de ação prolongada de anticoncepção é o uso de preparados especiais de progesterona, sob forma injetável, com ação contraceptiva de 2 a 4 meses.

Trata-se de um método altamente eficiente e de longa duração, que não necessita de planejamento pré-coito e não apresenta risco de esquecimento no uso diário. É indicado para adolescentes, especialmente para aquelas que têm retardo mental, caso em que é muito difícil o acompanhamento diário e não se pode contar com os cuidados masculinos.

Alguns efeitos paralelos são os distúrbios menstruais, como sangramento excessivo, falta de menstruação e ganho de peso. Não é um processo para uso a longo prazo. É absolutamente necessário o acompanhamento médico.

Há, ainda, os injetáveis mensais, que são combinados de estrógeno e progesterona semelhantes aos da pílula. Aplica-se uma injeção intramuscular por mês, tendo boa eficácia anticoncepcional, sem causar náuseas como a pílula pode causar em algumas mulheres. Também é aconselhável orientação médica.

Adesivo Anticoncepcional

O adesivo anticoncepcional contém os mesmos hormônios que a maioria das pílulas anticoncepcionais e deve ser colado na pele, permanecendo nessa posição durante uma semana.

A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia. Para iniciar o tratamento, o adesivo deve ser colocado no primeiro dia da menstruação.

Esse adesivo deve ser colado e permanecer na pele por uma semana. A cada três semanas deve-se fazer uma pausa de uma semana.

Implante subdérmico

Esta técnica contraceptiva consiste no implante cirúrgico, subdérmico, de cápsulas ou bastões contendo hormônios. Estes implantes têm a propriedade de liberar lentamente os hormônios, podendo permanecer efetivos durante até cinco anos e com um índice de eficácia muito alto.

Anel vaginal contraceptivo

Os anéis vaginais contendo hormônios, inseridos na vagina não atuam como método de barreira. Sua ação anticonceptiva se baseia na liberação lenta e contínua de hormônios esteróides, durante tempo prolongado. Alguns precisam ser removidos durante a menstruação, outros não. Podem permanecer mais de três meses inseridos. Possuem alta eficácia, não apresentando maiores efeitos paralelos e têm a vantagem de serem práticos, autocolocáveis e de reversibilidade imediata, porque podem ser retirados a qualquer momento. Em adolescentes, só teriam importância nas mais responsáveis.

Pílula Masculina

O funcionamento sexual masculino envolve vários hormônios. O cérebro produz alguns deles, como o GnRH, o FSH e o LH. Estes dois últimos comandam a atividade dos testículos, que produzem outro hormônio, a testosterona, e também os espermatozoides, as células reprodutivas masculinas.

Diferentemente da versão feminina, a pílula masculina mais viável, ainda em fase de testes no Instituto de Pesquisa para o Planejamento Familiar, em Pequim, não é um comprimido, mas uma injeção de testosterona misturada a óleo de semente de chá. A dose de hormônio sintético entra no organismo e é absorvida aos poucos pela corrente sanguínea.

Com a injeção, o cérebro capta a mensagem de que o organismo produziu hormônio o suficiente. Os receptores avisam outro hormônio, o GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), espécie de gerente do processo, que a fabricação está satisfatória. Então, o GnRH ordena que a fabricação de FSH e LH ganhe uma folga.

Sem FSH e LH, os testículos não recebem o aviso para iniciar a produção de testosterona e espermatozóides. O nível de testosterona não muda, porque a testosterona “importada” foi injetada no organismo. Mas os espermatozóides param de ser fabricados. Assim, quando ejacular, o homem que tomou a “pílula” não terá espermatozóides no sêmen.

Os riscos da pílula masculina podem ser de impotência à infertilidade.

Ela vem sendo estudada pelos cientistas desde os anos 80. O problema é que, ao contrário da pílula feminina, os efeitos colaterais são muito imprevisíveis. Há risco de doenças cardiovasculares, câncer de próstata, variações de humor e até infertilidade mesmo depois de o paciente parar de tomar o medicamento. É por isso que ela ainda está na fase de testes e não está à venda nas farmácias. Outras versões da pílula, sem hormônios, foram testadas, como substâncias capazes de impedir os espermatozóides de se movimentarem ou que paralisam os músculos responsáveis pela sua liberação. Mas o efeito colateral é ainda pior: o cara que tomar essa versão pode até ficar impotente!

Métodos Comportamentais:

Coito interrompido

Este método, como fica implícito, consiste em que o homem retire o pênis da vagina, durante o coito, antes que haja a ejaculação.

Além de desagradável, é um método muito falho, porque é difícil manter o controle absoluto da ejaculação, e qualquer quantidade de líquido espermático derramado dentro da vagina pode conter milhares de espermatozóides e, conseqüentemente, se coincidir com um período ovulatório, é provável que ocorra fecundação.

Método do ritmo

Este método, também chamado “método do calendário”, consiste em evitar o coito vaginal no período próximo ao dia da ovulação. Num ciclo de vinte e oito dias, a ovulação teoricamente deve ocorrer em torno do décimo quarto dia. Evitando-se a relação sexual no período entre o décimo e o décimo oitavo dias do ciclo, é pouco provável que coincida com a ovulação. O método é falho, entretanto, porque raros são os ciclos perfeitamente regulares e, de outro lado, vários são os fatores que propiciam a ovulação fora do período previsto (clima, viagens, prazer sexual etc.).

Método da temperatura basal

Quando falamos sobre ovulação, mencionamos a curva da temperatura basal como um método de determinar se a mulher está ovulando ou não.

No período pré-ovulatório, a temperatura oscila em valores abaixo de 36,5 graus centígrados; depois da ovulação ela se mantém acima deste nível até cair em crise no final do ciclo, quando se inicia a menstruação. A ovulação corresponde ao dia em que a temperatura atinge o grau mais baixo, logo que antecede à elevação.

Também, à primeira vista, parece ser um método seguro, mas não é fácil conservar as tomadas rigorosamente bem feitas, e também pose haver confusão entre os valores de temperatura baixa.

Na prática, a mulher deve deitar, à noite, tendo colocado um termômetro “abaixado” na mesa de cabeceira. Ao acordar pela manhã, sem maiores movimentos, deve colocar o termômetro na boca durante 3 a 5 minutos, acender a luz, levantar e anotar a temperatura que o termômetro está marcando. Realizar suas tarefas costumeiras e no primeiro momento possível registrar a temperatura num gráfico, guardado sempre no mesmo lugar.

Ducha vaginal

Consiste na realização de uma caprichosa higiene vaginal, logo após o coito, utilizando grande quantidade de água. Antigamente usavam-se irrigadores com capacidade para um a dois litros de água. É um método extremamente falho, pois nos primeiros minutos após a ejaculação os espermatozóides já se encontram em porções bem altas do aparelho genital feminino.

Método do Muco Cervical

O método do muco cervical consiste na mulher observar a saída de muco de dentro da vagina.

Logo após a menstruação, a vagina fica bem seca. Durante o ciclo menstrual, as glândulas do colo do útero começam a secretar o muco. A mulher pode observar esse muco e verificar sua elasticidade.

Após essa observação, a regra é evitar as relações no período em que existe esse muco e três dias após ele sumir completamente.

Por ser um método pouco eficiente, não é recomendado para mulheres que não têm um parceiro fixo, ou para aquelas que não querem engravidar de maneira alguma.

 Métodos Irreversíveis:

Ligadura de trompas

A esterilização feminina consiste na ligadura das trompas. Com isto, o óvulo libertado pelo ovário não pode receber o contato dos espermatozóides que encontram um bloqueio em seu trajeto nas trompas. Como anticoncepcional é absolutamente perfeito, mas o grande inconveniente é a impossibilidade de ser reversível, isto é, a mulher não pode mais voltar a ser fértil.

Vasectomia

A vasectomia é a esterilização masculina. Consiste na ligadura e seccionamento dos canais deferentes de ambos os lados. Com isto, os espermatozóides produzidos não conseguem atingir a uretra por interrupção em seu trajeto e são, então, reabsorvidos.

 O homem pode ejacular líquido espermático produzido pelas vesículas seminais, próstata e glândulas de Cowper. Não há interferência alguma nesta função, e o material ejaculado não contém espermatozóides.

Atualmente, há técnicas de conservação das extremidades dos canais ligados para a possível reconstituição, por desejo ou necessidade de voltar à fertilidade. Entretanto, os resultados nem sempre são satisfatórios.

Use Camisinha!

Com certeza hoje em dia já estão todos saturados de informações sobre o sexo irresponsável e suas conseqüências. E que essas não são apenas trazer crianças ao mundo sem ao menos poder dá-las uma vida digna, mas também contrair-se doenças gravíssimas que podem comprometer todo o resto da vida por um mero descuido: Não utilizar a camisinha.

 A camisinha é a forma mais segura que se conhece hoje em dia de não se contrair não apenas a AIDS, que é a DST mais conhecida pela população atual, mas também outras DSTs como a infecção por gardnerella, por trichomonas, por ureaplasma, Sífilis, Cancro Mole, Molusco Contagioso, Herpes Simples Genital, Infecção por clamídia, Gonorréia, HPV, Linfogranuloma Venéreo, Granuloma Inguinal, Pediculose do púbis, Hepatite B e Candidíase. Algumas delas podem ser contraídas mesmo com o uso da camisinha, porém seu uso aumenta a proteção.

Analisando-se os benefícios que são trazidos através da utilização da camisinha pode-se perceber sua importância e como não deve ser deixada de lado, por isso…

 …USE CAMISINHA! Sua vida e saúde agradecem!

 

Nesse site tem toda a matéria no programa Mais Você falando dos principais métodos anticoncepcionais conhecidos assim como seus valores de mercado e sua eficácia, caso você leitor esteja com preguiça de ler todo esse post, ou apenas está com vontade de saber um pouco mais, assista!

http://maisvoce.globo.com/videos/v/sos-mais-voce-fala-de-metodos-anticoncepcionais/1472877/

2 Respostas para “Métodos Contraceptivos

  1. Eu Gostaria de Saber o Que Acontece,Se eu estiver amamentando e tomar pilulas anticoncepcional

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