Circulação em Humanos

Componentes do Sistema cardiovascular humano:

O sistema cardiovascular do ser humano consta basicamente dos mesmos elementos que o do resto dos vertebrados, embora apresente determinadas peculiaridades. O coração tem forma cônica, com a parte larga dirigida para cima e para a direita. Situado atrás do esterno e entre os pulmões, o coração fica no interior do saco membranoso chamado pericárdio. O músculo cardíaco, miocárdio, abrange noventa por cento do volume do coração e está dividido em quatro cavidades. As duas superiores se denominam átrios, ou aurículas, e se comunicam com as outras duas situadas na parte inferior, chamadas ventrículos.

O átrio esquerdo, no qual desembocam as quatro veias pulmonares, se comunica com o ventrículo esquerdo através de uma válvula chamada mitral ou bicúspide. Outra válvula, formada por três valvas, chamada tricúspide, conecta o átrio e o ventrículo direitos. Do ventrículo esquerdo parte a aorta, também dotada de um sistema valvular que impede o refluxo do sangue para o coração. Esse dispositivo se constitui de três formações unidas, chamadas válvulas semilunares. Se juntam no átrio direito a veia cava superior, a cava inferior e o seio coronário. Do ventrículo direito saem a artéria pulmonar, com um dispositivo valvular igual ao aórtico, e as válvulas semilunares pulmonares.

A partir dos dois pares de cavidades, o sangue é enviado para os pulmões, o que se denomina pequena circulação, ou para o resto do organismo, no fluxo da grande circulação. O sangue procedente do ventrículo direito vai para os pulmões, enquanto o proveniente do ventrículo esquerdo se distribui pelo resto do organismo através dos vasos da grande circulação. A força de impulsão é dada pela contração das paredes musculares do coração. A coordenação cabe a um conjunto de células cardíacas denominadas marca-passos, que enviam os impulsos elétricos às células musculares.

Distinguem-se na mecânica do coração três tempos: uma fase de contração das paredes, ou sístole, uma fase de dilatação, ou diástole, e uma de repouso. A contração sistólica e a dilatação diastólica originam dois sons cardíacos, facilmente diferenciáveis com a ajuda de simples aparelhos como o estetoscópio ou fonocardiógrafo. A atividade do miocárdio envolve variações do potencial elétrico que podem ser registradas num eletrocardiograma.

Em estado de repouso, cada sístole lança uma média de setenta centímetros cúbicos de sangue na aorta e na artéria pulmonar. Portanto, em um minuto entram na corrente circulatória aproximadamente cinco litros de sangue. A adaptabilidade do coração às necessidades da circulação é condicionada pela natureza de suas fibras musculares, por sua sensibilidade ante a ação de alguns hormônios e por suas conexões com o sistema nervoso. O potássio, o sódio e o cálcio também exercem importante influência na transmissão da ação potencial dentro do coração.

Capilares são vasos bem finos que se originam do tecido de sustentação embrionário, eles penetram entre elementos parenquimatosos (parênquima é uma substância que preenche os espaços vazios entre os órgãos, de vários órgãos e tecidos) e ao longo de todo o seu curso são acompanhados por fibras que se unem ao endotélio, revestimento vascular. Em condições normais, menos de dez por cento do volume sangüíneo se encontra nos capilares, enquanto mais de noventa por cento fluem pelas veias e artérias ou estão contidos no coração. As artérias, que compreendem um extenso sistema de estruturas tubulares, têm paredes onde se distinguem três camadas concêntricas. A interna, ou túnica íntima, consiste num tubo de tecido endotelial; a camada intermediária, ou túnica média, é integrada por células musculares lisas; e o invólucro externo, ou túnica adventícia, consta de elementos fibrosos. As veias, por sua vez, são mais numerosas, suas paredes são sempre mais finas, mais flexíveis e menos elásticas que as arteriais.

 Funções do Sistema Cardiovascular:

O sistema cardiovascular permite que algumas atividades sejam executadas com grande eficiência:

Transporte de gases: Os pulmões, responsáveis pela obtenção de oxigênio e pela eliminação de dióxido de carbono, comunicam-se com os demais tecidos do corpo por meio do sangue.

Transporte de nutrientes: No tubo digestivo, os nutrientes resultantes da digestão passam através de um fino epitélio e alcançam o sangue. Por essa verdadeira “auto-estrada”, os nutrientes são levados aos tecidos do corpo, nos quais se difundem para o líquido intersticial que banha as células.

 Transporte de resíduos metabólicos: A atividade metabólica das células do corpo origina resíduos, mas apenas alguns órgãos podem eliminá-los para o meio externo. O transporte dessas substâncias, de onde são formadas até os órgãos de excreção, é feito pelo sangue.

 Transporte de hormônios: Hormônios são substâncias secretadas por certos órgãos, distribuídas pelo sangue e capazes de modificar o funcionamento de outros órgãos do corpo. A colecistocinina, por exemplo, é produzida pelo duodeno, durante a passagem do alimento, e lançada no sangue. Um de seus efeitos é estimular a contração da vesícula biliar e a liberação da bile no duodeno.

 Intercâmbio de materiais: Algumas substâncias são produzidas ou armazenadas em uma parte do corpo e utilizadas em outra parte. Células do fígado, por exemplo, armazenam moléculas de glicogênio, que, ao serem quebradas, liberam glicose, que o sangue leva para outras células do corpo.

 Transporte de calor: O sangue também é utilizado na distribuição homogênea de calor pelas diversas partes do organismo, colaborando na manutenção de uma temperatura adequada em todas as regiões; permite ainda levar calor até a superfície corporal, onde pode ser dissipado.

 Distribuição de mecanismos de defesa: Pelo sangue circulam anticorpos e células fagocitárias, componentes da defesa contra agentes infecciosos.

Coagulação sangüínea: Pelo sangue circulam as plaquetas, pedaços de um tipo celular da medula óssea (megacariócito), com função na coagulação sangüínea. O sangue contém ainda fatores de coagulação, capazes de bloquear eventuais vazamentos em caso de rompimento de um vaso sangüíneo.

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