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Biopirataria – Parte 2

 O mercado de medicamentos naturais

A utilização de plantas como fonte de medicamentos para tratar enfermidades que acometem o ser humano é uma prática há muito empregada. Estima-se que 41% dos medicamentos disponíveis na terapêutica moderna tenham sido desenvolvidos a partir de fontes naturais: 25% de plantas, 13% de microorganismos e 3% de animais.

Há espécies como a Papever sonniferum, a Salix species e a Silybum marianum que eram usadas antes mesmo da era cristã. A partir dessas plantas foram isoladas respectivamente a morfina, a saliciana e a silimarina.

Nos Estados Unidos mais de 60% dos medicamentos comercializados são de origem natural. As indústrias que fazem uso da biotecnologia para produzi-los se vêem obrigadas a recorrer cada vez mais a espécimes da fauna e flora de outros países.

As pesquisas nesse segmento consomem dezenas de milhões de dólares por produto, custo que vem diminuindo graças ao rápido avanço da ciência e ao trabalho dos biopiratas, que coletam a matéria prima nas regiões mais pobres do planeta. Nestes locais, o conhecimento ancestral de pequenas comunidades é usado para orientar a caça de matérias – primas que serão estudadas em outros países.

De acordo com especialistas, a busca realizada em conjunto com estas populações gera uma economia em torno de 80% no total de investimentos necessários para a fabricação de um remédio. Uma droga para ser produzida e levada ao mercado custa entre 200 milhões e 350 milhões de dólares, em um período que vai de 5 a 13 anos, e gera cerca de 1 bilhão em lucros anuais.O que dá uma idéia do valor da sabedoria popular, sequer remunerado.

Entretanto, não há como definir uma remuneração justa às comunidades que contribuíram, com saber milenar, para a produção de remédios modernos e lucrativos, pois não há como dar um valor a sabedoria ancestral de um povo.

A Venezuela solucionou este problema criando um banco de dados com milhares de remédios indígenas. A cada vez que alguém acessa o banco, uma quantia é paga à tribo. O Brasil estuda adotar a mesma estratégia.

Patentes

A pesquisa e o desenvolvimento para elaboração de novos produtos (no sentido mais amplo) requerem, na maioria das vezes, grandes investimentos. Proteger esse produto através de uma patente significa prevenir-se de que competidores copiem e vendam esse produto a um preço mais baixo, uma vez que eles não arcaram com os custos da pesquisa e desenvolvimento do produto.

A proteção conferida pela patente é, portanto, um importante instrumento para que a invenção se torne um investimento rentável.

Cálculos feitos, em 2006, pelo IBAMA, mostram que o Brasil tinha um prejuízo diário de US$ 16 milhões graças à biopirataria internacional. As matérias primas e os produtos brasileiros saem daqui e são patenteados em outros países. Com isso, as empresas brasileiras não podem vender esses produtos no mercado internacional e, inclusive, são obrigadas a pagar royalties para importá-los.

Conrad Gorinsky, químico nascido em Roraima e de sangue bretão, obteve, do Escritório de Patentes Europeu, o direito de propriedade intelectual sobre dois componentes farmacológicos retirados de plantas da Amazônia com a ajuda dos índios Uapixana, de Roraima.

Um dos extratos é conhecido como Rupununine e é retirado de sementes do bibiru (Octotea rodioei), árvore comum na região da fronteira entre o Brasil e a Guiana. Ele tem efeito anticoncepcional e inibe o crescimento de tumores cancerígenos. Alguns cientistas suspeitam que possa frear a reprodução do vírus da AIDS.

O outro, Cunaniol, vem da planta cunani (Clibadium sylvestre) e é um potente estimulante do sistema nervoso central, além de ser um forte analgésico, podendo ser usado até mesmo nas cirurgias em que se faz necessária a parada dos batimentos cardíacos.

 Outros exemplos de espécies brasileiras que foram patenteadas por empresas estrangeiras são:

  •  Açaí: Ou juçara é o fruto da palmeira Euterpe oleracea da região amazônica que teve seu nome registrado no Japão, em 2003. Por causa de pressão de organizações não-governamentais da Amazônia, o governo japonês cancelou esta patente.
  • Andiroba: A árvore (Carapa guianensis) é de grande porte, comum nas várzeas da Amazônia. O óleo e extrato de seus frutos foram registrados pela empresa francesa Yves Roches, no Japão, França, União Européia e Estados Unidos, em 1999. E pela empresa japonesa Masaru Morita, em 1999.
  • Copaíba: A copaíba (Copaifera sp) é uma árvore da região amazônica. Teve sua patente registrada pela empresa francesa Technico-flor, em 1993, e no ano seguinte na Organização Mundial de Propriedade Intelectual. A empresa norte-americana Aveda tem uma patente de Copaíba, registrada em 1999.
  • Cupuaçu: Fruto da árvore (Theobroma Grandiflorum), que pertence à mesma família do cacaueiro. Existem várias patentes sobre a extração do óleo da semente do cupuaçu e a produção do chocolate da fruta. Quase todas as patentes registradas pela empresa Asahi Foods, do Japão, entre 2001 e 2002. A empresa inglesa de cosméticos “Body Shop” também tem uma patente do cupuaçu, registrada em 1998.
  • Espinheira Santa: A espinheira santa (Maytenus ilicifolia) é nativa de muitas partes da América do Sul e sudeste do Brasil. A empresa japonesa Nippon Mektron detém uma patente de um remédio que se utiliza do extrato da espinheira santa, desde 1996.
  • Jaborandi: Planta (Pilocarpus pennatifolius) só encontrada no Brasil, o jaborandi tem sua patente registrada pela indústria farmacêutica alemã Merk, em 1991.

 Tráfico de microorganismos e venenos

Não só plantas e animais estão na mira de biopiratas. Venenos de animais e microorganismos também despertam um grande interesse. O Brasil é o país que tem a maior diversidade de anfíbios do mundo e é o quarto colocado em répteis.

Em venenos e toxinas de animais como serpentes, sapos e pererecas, podem-se identificar moléculas essenciais ao desenvolvimento de diferentes medicamentos e em fungos e outros microorganismos, que ocorrem aos milhões no território brasileiro, podem vir a serem extraídas substâncias capazes de revolucionar o mercado de antibióticos e gerar drogas para combater patologias de grande complexidade.

 Como exemplo tem-se o veneno da jararaca e o do sapo (Epipedobetes tricolor): A jararaca (Bothrops jararaca) é uma espécie nativa de cobra da Mata Atlântica. O laboratório Squibb usou uma pesquisa que havia sido desenvolvida no Brasil e patenteou a droga Captopril, contra hipertensão, nos anos 70. O sapo vive nas árvores da Amazônia, possui uma toxina analgésica 200 vezes mais potente do que a morfina. Um laboratório americano sintetizou a substância e vende a droga.

Tráfico de material genético humano

O Material genético humano também gerou patentes. Como exemplo, amostras de lactobacilo do leite materno de mulheres peruanas foram patenteadas por uma indústria de laticínios sueca.

Atualmente respeitáveis instituições também disponibilizam o sangue indígena. O da comunidade Suruí compõe o banco de amostras do laboratório administrado pela universidade norte-americana de Yale e assim como a comunidade Karitiana, as amostras dos Suruís também fazem parte do repositório de DNA da Universidade do Arizona.

 Por viverem em locais mais isolados e com pouco contato genético com o resto do mundo os indígenas são muito procurados para terem seu DNA recolhido. Com esse isolamento, há uma grande possibilidade de que a evolução tenha lhes dado genes que o resto da humanidade não tem, com possível valor terapêutico.

Prejuízos Gerais da Biopirataria

Além do perigo de extinção, que algumas espécies de animais e vegetais enfrentam decorrente do tráfico, a biopirataria pode acarretar outros prejuízos, tais como a privatização de recursos genéticos (derivados de plantas, animais, microorganismos e seres humanos) anteriormente disponíveis para comunidades tradicionais e perdas de exportações pelas restrições impostas através do patenteamento de substâncias originadas no próprio país acarretando em prejuízos diários de milhões de dólares.

Biopirataria

A biopirataria não é apenas a prática ilegal de exploração, manipulação, exportação e comercialização de recursos biológicos de um país a outro, mas principalmente, a apropriação e monopolização dos conhecimentos das populações tradicionais no que se refere ao uso desses recursos naturais.  

O termo “biopirataria” foi lançado em 1993 pela ONG RAFI (hoje ETC-Group) para alertar sobre o fato do conhecimento tradicional e dos recursos biológicos estarem sendo apanhados e patenteados por empresas multinacionais e instituições cientificas

Um ano antes, no Rio de Janeiro, foi assinado a Convenção da Diversidade Biológica pelo governo brasileiro durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – a ECO 92 e ratificado em 1994, estabelecendo normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da diversidade biológica em cada país signatário.

Em linhas gerais, a Convenção propõe regras para assegurar a conservação da biodiversidade, o seu uso sustentável e a justa repartição dos benefícios provenientes do uso econômico dos recursos genéticos, respeitada a soberania de cada nação sobre o patrimônio existente em seu território.

Perfil dos biopiratas

Os biopiratas que estão incomodando tanto o Brasil quanto outros países em desenvolvimento são insuspeitáveis e indistinguíveis. Eles geralmente se fazem passar por turistas ou por cientistas, todos documentados portando passaporte e em alguns casos, aval governamental, porém com intenções bem definidas, como a exploração e o tráfico de mudas, sementes, insetos, e microorganismos, muitas vezes se aproveitando da inocência e da carência social e econômica da população local. 

Há biopiratas que vêm com o pretexto de fazer ecoturismo, mas ao trazerem consigo kits de coleta de amostras, colhem folhas e cascas de árvores, além de sujar as botas de barro – para levar amostras do solo-, levam ovos de pássaros em coletes térmicos, chumaços de algodão para carregar microorganismos, punhados de areia em vidros de remédio e veneno de serpente em tubos de caneta.

Outros se aproximam de povos indígenas e aprendem segredos da floresta, para que os laboratórios não precisem testar aleatoriamente milhares de substâncias, indo direto àquelas com mais chances de terem propriedades medicinais.

E há ainda aqueles que entram no país com autorização de pesquisa, cumprem os propósitos do trabalho, mas desenvolvem atividades paralelas para laboratórios.

As principais pessoas procuradas pelos biopiratas para orientá-los pelo fato de conhecerem os mistérios e riquezas da natureza são índios, mateiros e matutos.

Tráfico de Animais

Segundo pesquisas da Organização das Nações Unidas, o tráfico de animais é a terceira maior atividade ilícita no mundo, depois apenas do tráfico de drogas e armas. Estima-se que este mercado movimente algo em torno de 20 bilhões de dólares por ano. O Brasil concentra 10% deste movimento, com 2 bilhões de dólares por ano. Uma conjunção de fatores, como a pobreza e a fraca presença de fiscalização, mantém o País no topo do mercado.

Dos animais silvestres comercializados no Brasil, estima-se que 30% sejam exportados. O principal fluxo de comércio ilegal nacional dirige-se da região Norte para a região Sudeste, precisamente o eixo Rio – São Paulo.

Grande parte da fauna silvestre é contrabandeada diretamente para países vizinhos, através das fronteiras fluviais e secas. Destes países fronteiriços seguem para países do primeiro mundo.

Em média, a cada 10 animais contrabandeados 9 morrem ao caminho da venda e 95% do comércio de animais silvestres brasileiros é ilegal ou seja, os 5% restantes são de animais originados de outros países, chamados “animais exóticos”, como a lei brasileira é omissa quanto a  esses animais, sua importação e manutenção em cativeiro não é proibida.

Os animais capturados são transportados no interior de caixas, fundos falsos de malas ou dentro de tubos PVA e vendidos em feiras livres, depósitos nas residências dos comerciantes, aviculturas, pet shops (que muitas vezes servem como fachada), entre outros. 

Estrutura Social do Tráfico de Animais

A estrutura social do tráfico de animais e dividida em quatro grupos. Os primeiros intermediários, que são comerciantes ambulantes que transitam entre a zona rural e os centros urbanos, os intermediários secundários que são os pequenos e médios comerciantes, que atuam clandestinamente no comércio varejista, os grandes comerciantes responsáveis pelo contrabando nacional e internacional de grande porte e os consumidores finais, que são criadores domésticos, grandes criadores particulares, zoológicos, proprietários de curtumes, indústrias de bolsas e calçados, etc.  

Conseqüências do Tráfico de Animais

Quando se retira um animal da natureza, é como se quebrássemos ou enfraquecêssemos o elo de uma corrente.

A população humana cresceu muito, e ao continuarmos a crescer, exercemos uma imensa pressão sobre os habitas naturais e, também, diretamente sobre a fauna. Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas.

Essas constantes retiradas de animais são extremamente prejudiciais, pois não somente o indivíduo capturado fará falta ao ambiente, mas, também, os descendentes que ele deixará de ter, podendo levar a extinção da espécie.

Além disso, o impacto não se restringe apenas à extinção da espécie capturada, mas também aos que estão ligados à sua teia alimentar, ou seja, os animais que se alimentam dele e os que ele se alimenta, ou ainda as plantas que dependem de certos animais para sua polinização ou dispersão de suas sementes.

Prejuízos Gerais da Biopirataria

Além do perigo de extinção, que algumas espécies de animais e vegetais enfrentam decorrente do tráfico, a biopirataria pode acarretar outros prejuízos, tais como a privatização de recursos genéticos (derivados de plantas, animais, microorganismos e seres humanos) anteriormente disponíveis para comunidades tradicionais e perdas de exportações pelas restrições impostas através do patenteamento de substâncias originadas no próprio país acarretando em prejuízos diários de milhões de dólares.

 O Que Tem Sido Feito

A Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI) criou um grupo de trabalho para fazer o levantamento de uma lista preliminar de nomes de elementos da flora brasileira que poderiam ser usados industrialmente na produção de medicamentos, cosméticos, alimentos ou de produtos semelhantes.

Essa lista tem sido enviada aos maiores escritórios de patente mundiais, localizados na Europa, Estados Unidos e Japão, na tentativa de impedir que os produtos brasileiros virem marca em outros países por meio da biopirataria.

De acordo com dados da ABPI, foram identificadas 84 tentativas de registros em que nomes típicos da biodiversidade brasileira eram usados como marcas em outros países.

Para tentar solucionar o problema, o governo brasileiro tem feito permanentemente consultas em suas Embaixadas para saber com mais detalhes sobre as marcas brasileiras registradas.

Além disso, foi recomendado no Relatório Final da CPI da Biopirataria, da Câmara dos Deputados, o “Projeto Aldeias Vigilantes: uma nova abordagem na proteção dos conhecimentos tradicionais e no combate a biopirataria na Amazônia”, que já vem sendo desenvolvido no Acre pela ONG Amazonlink e que deve ser multiplicado para outras regiões do País.

O Projeto “Aldeias Vigilantes” visa levar às comunidades indígenas um programa informativo, educativo e conscientizador sobre a apropriação desautorizada de conhecimentos tradicionais e recursos biológicos da Amazônia, numa linguagem adequada à diversidade étnica e cultural de cada povo.

O desenvolvimento do projeto representa uma valiosa ferramenta no processo de discussão sobre o acesso aos conhecimentos tradicionais, aos recursos da biodiversidade e a repartição justa dos benefícios da comercialização desses recursos para as comunidades, bem como sobre resgate e valorização das culturas e saberes tradicionais.

Métodos Contraceptivos

Planejamento Familiar é qualidade de vida

O Planejamento Familiar é um direito previsto na Constituição Brasileira, ele além de conferir ao cidadão a opção de escolher se quer ou não ter filhos e quando tê-los, informa sobre o acesso a métodos anticoncepcionais.

Esse processo contribui decisivamente para a construção de uma sociedade mais saudável e com qualidade de vida, diminuindo também o risco de mortalidade materno-infantil. Além disso, essas crianças serão bem-vindas dentro de uma estrutura que lhes garanta as necessidades básicas para seu bem-estar, o aconchego de um lar e o acesso à educação, criando seres humanos mais equilibrados, educados, responsáveis e, consequentemente, uma sociedade menos desigual. Havendo assim melhor qualidade de vida a todos nos aspectos físico, psíquico e social.

Para que o planejamento familiar seja bem-sucedido, é fundamental o casal ter a oportunidade de escolher qual o melhor momento para se ter filhos. E, para que isso ocorra, é necessário que eles adotem um método contraceptivo eficaz. Entretanto, como escolher o mais adequado entre as inúmeras opções que a medicina oferece?

O primeiro passo antes de tomar essa decisão é consultar um especialista. Adotar um método anticoncepcional inadvertidamente pode trazer sérios danos à saúde. Por isso, os pacientes devem discutir com o médico qual forma é mais adequada ao seu caso.

Além disso, o diálogo entre o casal é fundamental, pois, por meio dele, é possível se dizer o que se espera um do outro, negociar-se o que se quer e como se quer, não apenas na relação sexual, mas em toda vida a dois. Se dentro da vida de um casal a gravidez não faz parte dos planos, é prioritário que medidas sejam tomadas para que ela não aconteça, e vale ressaltar que esse diálogo precisa acontecer antes de a relação rolar, pois, no momento em que ela está prestes a acontecer, fica difícil adiar o prazer para se pensar em prevenção.

Com a preocupação de controlar a reprodução humana, frente ao crescimento demográfico predominantemente mal balanceado do ponto de vista sócio-cultural, progrediram enormemente os estudos no sentido de aperfeiçoar tanto a área da fertilidade como a da anticoncepção. Indiscutivelmente, esse progresso que ofereceu à mulher grandes mudanças em seus hábitos e em suas limitações na sociedade.

Entretanto, têm trazido muitas preocupações para os pais, pois desta forma os jovens têm-se exposto à promiscuidade e às doenças contagiosas, além das experiências afetivas negativas, que os apanham na maioria das vezes ainda imaturos. Por isto e por outros vários motivos, julga-se importantíssimo que os pais conheçam bem os métodos possam servir de apoio a seus filhos. Pois com eles não é diferente, e os pais devem lembrar que a educação começa muito cedo, não apenas com muito diálogo, franco e aberto, mas também atentando para o fato de que se educa através de atitudes e exemplos.

São vários os métodos anticoncepcionais, alguns deles muito falhos e outros com grande margem de segurança. Será feita uma abordagem minuciosa sobre os métodos mais utilizados e de maior segurança, e uma rápida passagem sobre os demais, desde os mais antigos, para que haja uma boa compreensão da forma de ação de cada um. Acha-se, entretanto, que qualquer método precisa ser orientado por médico capacitado, a fim de que o casal tenha amparo e segurança durante o período em que estiver fazendo uso do anticoncepcional.

Entre os métodos anticoncepcionais atualmente em uso, são indiscutivelmente mais eficientes a pílula e o DIU – Dispositivo Intra-Uterino – à exceção, naturalmente, da esterilização. Pois quando se trata da escolha por um método cirúrgico, é sempre importante levar em consideração a possibilidade de que, com o tempo, a pessoa se arrependa e volte a planejar ter filhos, e, nesse caso, as dificuldades para uma nova gestação serão maiores. Portanto, mais uma vez, ressalta-se a importância de que a escolha do método seja consciente e bem orientado.

Em relação às falhas dos métodos, observações muito bem controladas revelam uma pequena superioridade da pílula sobre o DIU, a grande superioridade de ambos sobre o preventivo masculino (condom) e o diafragma feminino. Os riscos de falha com os dois últimos métodos citados são cerca de dez vezes maiores.

Também é preciso acrescentar que o DIU não pode ser o método de primeira escolha em adolescentes e em mulheres que ainda não tiveram nenhum filho. Nestes casos, a pílula ou o condom associados aos espermaticidas podem oferecer melhores resultados. No caso da Camisinha, os jovens, que trocam freqüentemente de parceiro (a), estarão protegidos também das doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS e o HPV.

Métodos de Barreira Física:

Preservativo masculino

Também chamado condom ou, popularmente, camisa de Vênus ou camisinha.

Trata-se de uma capa de látex que se apresenta enrolada num anel, também de látex. Quando desenrolado, adapta-se perfeitamente ao pênis. Mantém em geral uma pequena folga na extremidade anterior, permitindo que o líquido espermático ejaculado seja retido em seu interior. É descartável, de modo que não deve ser conservado, e a cada relação sexual usa-se um novo preservativo. Tem vantagens higiênicas, evitando a contaminação bacteriana ou fúngica.

Sua função é de aprisionar em seu interior o líquido espermático emitido durante a ejaculação, evitando sua penetração no colo do útero. É também um método muito eficiente, cujo único risco é seu rompimento.

Entre os jovens que se iniciam na atividade sexual, traz uma vantagem extra que é a proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis, ou DSTs. Quando usado em associação aos espermicidas vaginais, tem sua eficácia muito aumentada.

As mais modernas são mais resistentes e têm menor espessura, permitindo maior segurança e mais sensibilidade. Além disso, estão disponíveis em diversas cores, aromas e sabores.

As camisinhas são, por lei, distribuídas pelo sistema único de saúde, e estão disponíveis sem custo algum em qualquer posto de saúde.

 Preservativo feminino

Método recente, ainda em fase de estudos estatísticos, já está disponível no mercado brasileiro. Tem praticamente a mesma eficácia do preservativo masculino como anticoncepcional, e protege bem contra doenças sexualmente transmissíveis. É um bom recurso para as mulheres cujos parceiros não gostam de usar a camisinha. Trata-se de um “saquinho”, geralmente de poliuretano (borracha sintética ou tipo de plástico macio, mais resistente do que o látex da camisinha).

No fundo, apresenta um anel flexível que serve para fixá-lo dentro da vagina. Na extremidade anterior ou externa, outro anel que o fixa fora da vagina e cobre parcialmente os grandes lábios.

Ele também deve ser removido depois da relação sexual, e não pode ser reutilizado para outra relação sexual.

Diafragma

O diafragma é um chapéu de borracha que precisa ser colocado no canal vaginal de encontro ao colo do útero, usualmente revestido em suas bordas com cremes ou geléias espermaticidas. Quando bem adaptado, impede que o líquido espermático entre em contato com o muco cervical, evitando com isso que os espermatozóides penetrem no útero.

Precisa ser retirado diariamente, lavado e conservado em estojo que contenha substancias esterilizantes para evitar contaminação por germes infecciosos.

Há diafragmas de diversos tamanhos, é necessário que o médico meça o tamanho adequado do diafragma para cada paciente e ensine-as a manuseá-lo corretamente. Ao colocá-lo dentro da vagina, deve-se verificar se o posicionamento está correto. No uso diário, a mulher pode fazer a colocação sem dificuldades.

 O método, no entanto, não pode ser usado por mulheres que tenham prolapso de bexiga ou de útero (descida dos órgãos a partir de sua posição normal). A principal desvantagem do diafragma é que ele não protege contra a maioria das DSTs,

Atualmente, o diafragma é um método pouco recomendado pelos médicos devido ao alto índice de falha para gravidez, bem como por não proteger contra as DSTs, já que parte do órgão feminino fica exposta na relação. A camisinha masculina é mais recomendada já que apresenta um índice de eficácia maior no sentido de evitar a gravidez e proteção contra DSTs. De toda forma, recomenda-se seu uso sempre em associação com os outros métodos hormonais.

Substâncias espermaticidas

Resume-se em aplicar dentro da cavidade vaginal geléias, cremes, comprimidos ou espumas espermaticidas. Quando bem aplicadas, algum tempo antes  da relação sexual, formam uma barreira à entrada dos espermatozóides dentro do colo do útero e os destroem ao seu contato. Este é um método bem mais seguro, mas depende de uma aplicação correta.

Dispositivo intra-uterino – DIU

À primeira vista, o DIU pareceria ser um método anticoncepcional ideal, porque é altamente eficaz, não depende das relações sexuais, requer a colocação de dois em dois ou até de seis em seis anos e é completamente reversível com a remoção do dispositivo. Seu uso está espalhado por muitos países e um número enorme de mulheres o utiliza no mundo inteiro.

Contudo, atualmente, a maioria dos clínicos considera a adolescência como um período contra-indicado para o uso do DIU, já que os adolescentes frequentemente não mantêm parceiros estáveis e, com isto, aumentam o risco de doença inflamatória pélvica, complicação relativamente grave que pode resultar em infertilidade. Há também uma contra-indicação relativa em mulheres nulíparas (que nunca tiveram filho).

Sangramento abundante durante a menstruação, expulsão espontânea, dor, perdas sangüíneas durante o ciclo são os problemas mais comuns do DIU. Para prevenir estes fenômenos, é preciso que haja uma boa adequação quanto à forma e ao materiais mais bem aceitos pelo organismo da mulher. As tentativas, portanto, precisam ser feitas através de aplicações por médicos treinados nessa técnica.

A incidência de gravidez por falha do método é cerca de três para cem mulheres por ano. A maior parte dos casos de falha se deve ao deslocamento do dispositivo; por isso é preciso haver controles periódicos.

Há um grande número de tipos de DIU, que variam na forma e na espécie de material utilizado para sua fabricação. De uma maneira geral, são de baixo custo e quando bem tolerados pela mulher apresentam pequeníssimo risco de gravidez.

Ele é indicado para pacientes que apresentam alguma contraindicação ao uso de hormônios. Composto por plástico sintético com um fio de cobre na superfície, ele impede a fecundação por interferir na dinâmica dos óvulos e espermatozoides, e, dependendo do modelo, pode permanecer eficaz por 10 anos.

Entretanto, o DIU não deve ser usado em mulheres que apresentam um risco aumentado de infecções uterinas ou possuem um padrão menstrual com sangramento mais intenso, acompanhado de cólicas. Há ainda o SIU (Sistema Intrauterino), que, em vez de usar cobre, libera progesterona dentro da cavidade uterina.

Métodos Hormonais:

Pílula anticoncepcional feminina

A pílula anticoncepcional combinada é composta de dois hormônios sintéticos que funcionalmente substituem a ação dos hormônios naturais produzidos pelo ovário e ao mesmo tempo promovem inibição da ovulação. Por sua ação sobre o endométrio, reproduzem menstruações quase idênticas às habituais, em geral há menos cólicas e menor sangramento. Por mecanismos um pouco complexos, inibem o hipotálamo e a hipófise e com isto não há produção de hormônio estimulante dos ovários. Desta forma, não há amadurecimento nem liberação de óvulos nos ovários, ou seja, não há ovulação.

Apesar de haver, teoricamente, uma eficácia de 99,9% nos países em desenvolvimento, as estatísticas têm demonstrado um valor real médio de 2,6 gestações em cada cem mulheres por ano, o que indiscutivelmente representa a segurança do método.

Por estudos recentes, pode-se concluir que não há perigos maiores para a mulher jovem que faz uso da pílula anticoncepcional, porque elas repetem no circuito ovário-hipófise o que as mulheres de antigamente o faziam, isto é, uma freqüente inibição da ovulação durante sua idade fértil, por encontrarem-se quase sempre grávidas; de outro lado, porque todas as demais ações dos hormônios se fazem exatamente da mesma maneira que os hormônios naturais do ovário.

Os efeitos secundários, isto é, os sintomas desagradáveis são devidos às doses dos hormônios contidos nas pílulas. Para que não ocorram efeitos indesejáveis, é preciso que cada mulher seja corretamente aconselhada por um médico que conheça perfeitamente o seu organismo e com isto possa indicar-lhe o produto cujas dosagens de estrógeno e progesterona melhor se adaptem a ela, sem produzirem os temidos sintomas.

Tais sintomas, em geral, são semelhantes aos que ocorrem nos períodos iniciais de gravidez: enjôo, depressão, aumento de peso, dor de cabeça, pequenas perdas de sangue, falta de ar e tonturas.

Os trabalhos de pesquisa têm demonstrado, entretanto, que muitas mulheres apresentam os mesmos sintomas quando recebem placebo. O que prova que grande parte dos sintomas, ou pelo menos o agravamento dos mesmos, é mais de natureza emocional do que propriamente produto dos efeitos secundários dos hormônios contidos na pílula. Além disso, é sabido que toda a anticoncepção traz consigo uma série de conflitos emocionais, desde que a pessoa não esteja tranqüila quanto ao seu desejo real de evitar filhos. Esta é uma das principais razões de sintomas que não sejam devido aos hormônios.

Conclui-se também que, como os sintomas são semelhantes aos da gestação e os efeitos sobre o organismo são idênticos, não podem produzir malefícios, a não ser para mulheres que apresentam doença prévia ou que absolutamente não poderiam engravidar.

Estudos recentes mostram que o fumo e algumas outras condições orgânicas prévias, como hipertensão, diabete e obesidade aumentam o risco de doença cardiovascular e morte nas mulheres que usam anticoncepcionais orais. Estes estudos não chegaram a modificar totalmente as recomendações sobre o uso da pílula, mas deixam muito claras as vantagens no abandono do fumo. Em caso contrário, recomenda-se trocar o método anticoncepcional, pois o risco se torna muito grande, principalmente acima dos trinta e cinco anos de idade.

Como referido anteriormente, é absolutamente necessário que a mulher seja acompanhada pelo seu médico durante o uso de anticoncepcionais orais. Se isso for feito, não há razões para temores de prejuízos físicos, pois ao primeiro sinal de intolerância o médico pode orientá-la evitando qualquer conseqüência desagradável.

Contracepção pós-coito

A contracepção pós-coito é indicada e utilizada em algumas situações emergenciais, tais como estupro, relações sexuais não programadas, portanto, não protegidas, entre adolescentes, e no caso de ruptura do condom.

Até 72 horas após a relação sexual (de preferência 24 a 48 horas após) devem ser utilizadas, inicialmente, doses altas de determinados anticoncepcionais orais no primeiro dia, acompanhadas de doses normais diárias por mais 10 dias, para programar a menstruação. Outra forma é utilizar doses altas de estrogênio oral, a cada 12 horas, durante 5 dias.

Há alguns efeitos paralelos, como náuseas e vômitos, mais freqüentes no segundo esquema. Para a utilização deste processo é absolutamente necessária a receita e o acompanhamento médico.

Hormônio injetável

Uma forma prática e de ação prolongada de anticoncepção é o uso de preparados especiais de progesterona, sob forma injetável, com ação contraceptiva de 2 a 4 meses.

Trata-se de um método altamente eficiente e de longa duração, que não necessita de planejamento pré-coito e não apresenta risco de esquecimento no uso diário. É indicado para adolescentes, especialmente para aquelas que têm retardo mental, caso em que é muito difícil o acompanhamento diário e não se pode contar com os cuidados masculinos.

Alguns efeitos paralelos são os distúrbios menstruais, como sangramento excessivo, falta de menstruação e ganho de peso. Não é um processo para uso a longo prazo. É absolutamente necessário o acompanhamento médico.

Há, ainda, os injetáveis mensais, que são combinados de estrógeno e progesterona semelhantes aos da pílula. Aplica-se uma injeção intramuscular por mês, tendo boa eficácia anticoncepcional, sem causar náuseas como a pílula pode causar em algumas mulheres. Também é aconselhável orientação médica.

Adesivo Anticoncepcional

O adesivo anticoncepcional contém os mesmos hormônios que a maioria das pílulas anticoncepcionais e deve ser colado na pele, permanecendo nessa posição durante uma semana.

A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia. Para iniciar o tratamento, o adesivo deve ser colocado no primeiro dia da menstruação.

Esse adesivo deve ser colado e permanecer na pele por uma semana. A cada três semanas deve-se fazer uma pausa de uma semana.

Implante subdérmico

Esta técnica contraceptiva consiste no implante cirúrgico, subdérmico, de cápsulas ou bastões contendo hormônios. Estes implantes têm a propriedade de liberar lentamente os hormônios, podendo permanecer efetivos durante até cinco anos e com um índice de eficácia muito alto.

Anel vaginal contraceptivo

Os anéis vaginais contendo hormônios, inseridos na vagina não atuam como método de barreira. Sua ação anticonceptiva se baseia na liberação lenta e contínua de hormônios esteróides, durante tempo prolongado. Alguns precisam ser removidos durante a menstruação, outros não. Podem permanecer mais de três meses inseridos. Possuem alta eficácia, não apresentando maiores efeitos paralelos e têm a vantagem de serem práticos, autocolocáveis e de reversibilidade imediata, porque podem ser retirados a qualquer momento. Em adolescentes, só teriam importância nas mais responsáveis.

Pílula Masculina

O funcionamento sexual masculino envolve vários hormônios. O cérebro produz alguns deles, como o GnRH, o FSH e o LH. Estes dois últimos comandam a atividade dos testículos, que produzem outro hormônio, a testosterona, e também os espermatozoides, as células reprodutivas masculinas.

Diferentemente da versão feminina, a pílula masculina mais viável, ainda em fase de testes no Instituto de Pesquisa para o Planejamento Familiar, em Pequim, não é um comprimido, mas uma injeção de testosterona misturada a óleo de semente de chá. A dose de hormônio sintético entra no organismo e é absorvida aos poucos pela corrente sanguínea.

Com a injeção, o cérebro capta a mensagem de que o organismo produziu hormônio o suficiente. Os receptores avisam outro hormônio, o GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), espécie de gerente do processo, que a fabricação está satisfatória. Então, o GnRH ordena que a fabricação de FSH e LH ganhe uma folga.

Sem FSH e LH, os testículos não recebem o aviso para iniciar a produção de testosterona e espermatozóides. O nível de testosterona não muda, porque a testosterona “importada” foi injetada no organismo. Mas os espermatozóides param de ser fabricados. Assim, quando ejacular, o homem que tomou a “pílula” não terá espermatozóides no sêmen.

Os riscos da pílula masculina podem ser de impotência à infertilidade.

Ela vem sendo estudada pelos cientistas desde os anos 80. O problema é que, ao contrário da pílula feminina, os efeitos colaterais são muito imprevisíveis. Há risco de doenças cardiovasculares, câncer de próstata, variações de humor e até infertilidade mesmo depois de o paciente parar de tomar o medicamento. É por isso que ela ainda está na fase de testes e não está à venda nas farmácias. Outras versões da pílula, sem hormônios, foram testadas, como substâncias capazes de impedir os espermatozóides de se movimentarem ou que paralisam os músculos responsáveis pela sua liberação. Mas o efeito colateral é ainda pior: o cara que tomar essa versão pode até ficar impotente!

Métodos Comportamentais:

Coito interrompido

Este método, como fica implícito, consiste em que o homem retire o pênis da vagina, durante o coito, antes que haja a ejaculação.

Além de desagradável, é um método muito falho, porque é difícil manter o controle absoluto da ejaculação, e qualquer quantidade de líquido espermático derramado dentro da vagina pode conter milhares de espermatozóides e, conseqüentemente, se coincidir com um período ovulatório, é provável que ocorra fecundação.

Método do ritmo

Este método, também chamado “método do calendário”, consiste em evitar o coito vaginal no período próximo ao dia da ovulação. Num ciclo de vinte e oito dias, a ovulação teoricamente deve ocorrer em torno do décimo quarto dia. Evitando-se a relação sexual no período entre o décimo e o décimo oitavo dias do ciclo, é pouco provável que coincida com a ovulação. O método é falho, entretanto, porque raros são os ciclos perfeitamente regulares e, de outro lado, vários são os fatores que propiciam a ovulação fora do período previsto (clima, viagens, prazer sexual etc.).

Método da temperatura basal

Quando falamos sobre ovulação, mencionamos a curva da temperatura basal como um método de determinar se a mulher está ovulando ou não.

No período pré-ovulatório, a temperatura oscila em valores abaixo de 36,5 graus centígrados; depois da ovulação ela se mantém acima deste nível até cair em crise no final do ciclo, quando se inicia a menstruação. A ovulação corresponde ao dia em que a temperatura atinge o grau mais baixo, logo que antecede à elevação.

Também, à primeira vista, parece ser um método seguro, mas não é fácil conservar as tomadas rigorosamente bem feitas, e também pose haver confusão entre os valores de temperatura baixa.

Na prática, a mulher deve deitar, à noite, tendo colocado um termômetro “abaixado” na mesa de cabeceira. Ao acordar pela manhã, sem maiores movimentos, deve colocar o termômetro na boca durante 3 a 5 minutos, acender a luz, levantar e anotar a temperatura que o termômetro está marcando. Realizar suas tarefas costumeiras e no primeiro momento possível registrar a temperatura num gráfico, guardado sempre no mesmo lugar.

Ducha vaginal

Consiste na realização de uma caprichosa higiene vaginal, logo após o coito, utilizando grande quantidade de água. Antigamente usavam-se irrigadores com capacidade para um a dois litros de água. É um método extremamente falho, pois nos primeiros minutos após a ejaculação os espermatozóides já se encontram em porções bem altas do aparelho genital feminino.

Método do Muco Cervical

O método do muco cervical consiste na mulher observar a saída de muco de dentro da vagina.

Logo após a menstruação, a vagina fica bem seca. Durante o ciclo menstrual, as glândulas do colo do útero começam a secretar o muco. A mulher pode observar esse muco e verificar sua elasticidade.

Após essa observação, a regra é evitar as relações no período em que existe esse muco e três dias após ele sumir completamente.

Por ser um método pouco eficiente, não é recomendado para mulheres que não têm um parceiro fixo, ou para aquelas que não querem engravidar de maneira alguma.

 Métodos Irreversíveis:

Ligadura de trompas

A esterilização feminina consiste na ligadura das trompas. Com isto, o óvulo libertado pelo ovário não pode receber o contato dos espermatozóides que encontram um bloqueio em seu trajeto nas trompas. Como anticoncepcional é absolutamente perfeito, mas o grande inconveniente é a impossibilidade de ser reversível, isto é, a mulher não pode mais voltar a ser fértil.

Vasectomia

A vasectomia é a esterilização masculina. Consiste na ligadura e seccionamento dos canais deferentes de ambos os lados. Com isto, os espermatozóides produzidos não conseguem atingir a uretra por interrupção em seu trajeto e são, então, reabsorvidos.

 O homem pode ejacular líquido espermático produzido pelas vesículas seminais, próstata e glândulas de Cowper. Não há interferência alguma nesta função, e o material ejaculado não contém espermatozóides.

Atualmente, há técnicas de conservação das extremidades dos canais ligados para a possível reconstituição, por desejo ou necessidade de voltar à fertilidade. Entretanto, os resultados nem sempre são satisfatórios.

Use Camisinha!

Com certeza hoje em dia já estão todos saturados de informações sobre o sexo irresponsável e suas conseqüências. E que essas não são apenas trazer crianças ao mundo sem ao menos poder dá-las uma vida digna, mas também contrair-se doenças gravíssimas que podem comprometer todo o resto da vida por um mero descuido: Não utilizar a camisinha.

 A camisinha é a forma mais segura que se conhece hoje em dia de não se contrair não apenas a AIDS, que é a DST mais conhecida pela população atual, mas também outras DSTs como a infecção por gardnerella, por trichomonas, por ureaplasma, Sífilis, Cancro Mole, Molusco Contagioso, Herpes Simples Genital, Infecção por clamídia, Gonorréia, HPV, Linfogranuloma Venéreo, Granuloma Inguinal, Pediculose do púbis, Hepatite B e Candidíase. Algumas delas podem ser contraídas mesmo com o uso da camisinha, porém seu uso aumenta a proteção.

Analisando-se os benefícios que são trazidos através da utilização da camisinha pode-se perceber sua importância e como não deve ser deixada de lado, por isso…

 …USE CAMISINHA! Sua vida e saúde agradecem!

 

Nesse site tem toda a matéria no programa Mais Você falando dos principais métodos anticoncepcionais conhecidos assim como seus valores de mercado e sua eficácia, caso você leitor esteja com preguiça de ler todo esse post, ou apenas está com vontade de saber um pouco mais, assista!

http://maisvoce.globo.com/videos/v/sos-mais-voce-fala-de-metodos-anticoncepcionais/1472877/

Oxi

Apesar de ter sido apontada como uma nova droga pela mídia, desde a década de 1980, distante dos grandes centros brasileiros, o estado do Acre convive com a destruição produzida pelo oxi, que é mais devastadora do que o temível crack.

 Especialistas e investigadores afirmam que o oxi começou a entrar no país pela fronteira com a Bolívia, que é o terceiro produtor de cocaína do mundo, segundo dados da ONU. A droga, vendida no formato de pedra, ao valor médio de 2 reais a unidade, vem desde então se popularizando na região Norte e, agora, espalha sua chaga pelas cidades do Centro-Oeste e Sudeste.

 De que é feito o oxi?

 O oxi é uma mistura da pasta base de cocaína, fabricada a partir das folhas de coca, com substâncias químicas de fácil acesso, como querosene, gasolina, cal virgem ou solvente usado em construções.

 A fabricação da pasta base de cocaína – da qual também são feitos a cocaína em pó, o crack e a merla – também é feita utilizando uma substância alcalina e um solvente para extrair uma maior quantidade do princípio ativo da planta, responsável pelo efeito principal da droga no sistema nervoso.

 Para se transformar em oxi, a pasta recebe novamente uma quantidade de solvente e alcalino. Só que, desta vez, são produtos como o querosene e o cal, ainda mais tóxicos do que o bicarbonato de sódio, o amoníaco e a acetona, usados para fazer o crack e na cocaína em pó.

 A droga pode ser misturada ao cigarro comum e ao cigarro de maconha, mas, geralmente, é fumada em cachimbos de fabricação caseira, como o crack.

 O oxi libera uma fumaça escura ao ser consumido e costuma deixar um resíduo marrom, semelhante ao efeito da ferrugem em metais, por isso a droga recebeu o nome de oxi, uma abreviação de “oxidado”.

 Quais são os efeitos do oxi no organismo?

 A droga age no sistema nervoso, proporcionando sensações variadas, que podem ir de prazer e alívio a angústia e paranóia a dependendo da pessoa.

 O oxi faz efeito entre sete e nove segundos a partir do momento em que é inalado, e uma vez no organismo, a combinação de substâncias do oxi pode causar lesões sérias da boca até os rins.

 Na boca, o querosene ou gasolina combinados com o calor provocam ferimentos nos lábios e na mucosa bucal, danificam as papilas gustativas da língua – células responsáveis pelo reconhecimento de sabores -, causam ferimentos no esôfago e corroem os dentes.

 O cal virgem na droga pode provocar fibrose pulmonar, que prejudica a captação de ar pelo pulmão.

 Os químicos adicionados à droga vão para o fígado, que é o órgão responsável por metabolizá-las. No entanto, a droga sobrecarrega o fígado e compromete suas funções, como a distribuição de açúcar no organismo.

 Por causa disso, o uso prolongado do oxi aumenta as chances de doenças como cirrose hepática e o acúmulo de gordura no órgão.

 Muitas pessoas também misturam o oxi com o álcool, o que é ainda pior. A mistura forma uma substância chamada coca etileno, que é altamente tóxica para o fígado. Por isso, é possível encontrar usuários com lesões sérias no fígado em pouco tempo.

 Quem consome oxi também está sujeito a falhas nos rins, que também ficam sobrecarregados pela alta quantidade de toxinas resultantes da combinação química da droga.

 A dificuldade dos rins em eliminar as toxinas faz com que elas permaneçam circulando no sangue, causando náuseas, diarréia e problemas gastrointestinais.

 Além disso, o usuário também está vulnerável aos problemas causados pelo princípio ativo da cocaína, como o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

 Qual a diferença entre oxi e crack?

 A principal diferença entre o oxi e o crack no mercado das drogas é o preço.

 O oxi é vendido por cerca de R$ 2 a R$ 5 nas ruas enquanto as pedras de crack podem chegar a custar R$ 10.

 O oxi é mais barato justamente porque é feito com produtos químicos que podem ser conseguidos sem fiscalização e a preços baixos. Também por causa da utilização destas substâncias químicas, ele é mais prejudicial ao organismo do que o crack.

 No entanto, especialistas dizem que o efeito psicológico das duas drogas é muito semelhante, já que ambas tem o mesmo princípio ativo, que é a pasta de cocaína.

 Tanto o crack como o oxi podem viciar os usuários mais rapidamente do que a cocaína em pó, porque chegam mais rapidamente ao cérebro.

 A cocaína absorvida em pó pelo nariz tem que passar pelo sangue até chegar ao cérebro. Por isso, ela demora mais para fazer efeitos do que crack e oxi, que são inalados e vão do pulmão diretamente para o cérebro em questão de segundos.

 Porém, uma vez no organismo, o oxi é mais letal do que o crack, por causa do alto nível de toxicidade das substâncias de que é composto.

 A toxicidade do oxi encurta a vida do usuário em 20% em relação ao crack. Os usuários de crack vivem pelo menos 5 a 6 anos, mas 30% dos usuários de oxi poderão estar mortos depois de um ano.

 Vício

O oxi vicia mais rapidamente que o crack porque o efeito é mais forte, porém passa muito mais rápido. Conseqüentemente, o corpo começa a pedir a droga novamente com mais freqüência, assim o usuário precisa consumir mais, levando – o a roubar e a vender seus objetos pessoais, alguns chegando até a trocar as roupas que vestia por uma pedra.

 Tratamento

 A dependência pode ser detida. Não há nada de vergonhoso em ser um dependente, desde que este tome consciência de sua situação, deixe de justificar seu comportamento, se preocupe com o seu bem-estar e comece a agir positivamente.

 A recuperação é uma tarefa difícil e o tratamento médico é apenas uma parte desta recuperação. A participação dos pais e a união da família são os maiores fatores de combate ao tóxico, assim como a degradação da família é uma das causas do aumento do número de usuários.

 A terapia ocupacional. Deve-se descobrir o que o dependente de drogas gosta de fazer (habilidades manuais, fotografia, dança, esportes…). Com estas ocupações surgirão em sua vida outros interesses e outras formas de realização que o ajudarão a recuperar a auto-estima perdida.

 Desenvolver as forças interiores. São as qualidades positivas que todos nós possuímos, e que, no caso dos dependentes, ajudam na recuperação. Esse trabalho deve ser feito com acompanhamento de psicólogos e educadores.

 A violência não recupera ninguém. Devemos evitar de rotular os dependentes de drogas com frases como: Uma vez viciado, sempre viciado. Contudo, a experiência mostra que quanto maior for o tempo do vício, mais difícil é a recuperação.

 Diga não as drogas !

Se alguém lhe oferecer algum tóxico, demonstre ser mais homem do que eu fui. Não se deixe tentar, por nenhuma razão, e saiba responder com um “não”.

Talvez você encontre “amigos” que lhe ofereçam gratuitamente um pouco da “coisa” para depois, sucessivamente, fazer você pagar por ela. No princípio o preço é reduzido, mas quando perceberem que você se tornou viciado, aumentarão os preços. Não esqueça que a mesma pessoa que lhe vendeu a maconha, terá, em reserva para você, também a heroína.

E tudo isso, por quê? Não certamente pela sua felicidade, mas para obter dinheiro.

A droga pode oferecer momentos de felicidade, mas a cada um destes momentos corresponde um século de desespero que jamais poderá ser apagado. A droga destruiu todos os meus sonhos de amor, as minhas ambições e a minha vida no seio da família.”

Percy Partrick

 

História em Quadrinhos

Esta semana tivemos que fazer uma história em quadrinho sobre a função de células do Sistema Cardiovascular, Imune ou Urinário.

Nós escolhemos fazer sobre as células do sistema Imune. Esperamos que gostem!

Para melhor visualização da imagem, é só clicar que ela aumenta !

Aterosclerose

“Existem vários contos e livros que mostram como o verdadeiro poder não se encontra no trono, mas por trás dele. Desde poderosos imperadores até generais, presidentes e pensadores importantes na história da humanidade, todos sofreram influências de pessoas que terminaram não aparecendo nos livros, mas foram fundamentais para que aquela determinada conquista se tornasse possível.

No caso das notícias de celebridades fulminadas por ataques cardíacos ou derrames, a verdadeira manchete encontra-se escondida por trás dos holofotes e atende pelo nome de Aterosclerose.” Dr. Alessandro Loiola

A aterosclerose é uma doença crônico-degenerativa, ou seja, que surge através de uma evolução lenta e progressiva, ela leva à obstrução das artérias pelo acúmulo de lipídeos, principalmente colesterol, em suas paredes.

A aterosclerose pode causar danos a órgãos importantes ou até mesmo levar à morte. Ela pode afetar às artérias do cérebro, do coração, dos rins, de outros órgãos vitais e dos braços e das pernas. Quando a aterosclerose se desenvolve nas artérias que alimentam o cérebro (artérias carótidas), pode produzir-se um icto, que também é denominado de AVC (acidente vascular cerebral). Quando ela se desenvolve nas artérias que alimentam o coração (artérias coronárias), pode ocorrer-se um enfarte do miocárdio. Em ambos os casos ela pode ser fatal já que o coração e o cérebro são órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.

Na maioria dos países ocidentais, a aterosclerose é a doença mais frequente e a causa principal de morte, representando o dobro das mortes por cancro (tumores malignos). E mesmo apesar dos avanços médicos significativos, a doença das artérias coronárias e o icto aterosclerótico são responsáveis por mais mortes do que todas as outras causas juntas.

Causas

A aterosclerose é causada pelo acúmulo de lipídeos nas artérias, que podem ser fabricados pelo próprio organismo ou adquiridos através dos alimentos. Ela começa quando monócitos migram da corrente sangüínea para o interior da parede da artéria e transformam-se em células que acumulam gorduras, principalmente colesterol. Com o tempo elas se acumulam e se distribuem irregularmente pelo interior da artéria formando as placas ateroscleróticas ou ateromas, que além de conter colesterol, contêm também células musculares lisas e células de tecido conjuntivo. Os ateromas podem localizar-se em qualquer artéria de tamanho grande e médio, mas geralmente formam-se onde as artérias se ramificam, pois a turbulência constante destas zonas lesa a parede arterial favorecendo a formação desses.

As artérias afetadas pela aterosclerose perdem elasticidade e, à medida que essas placas de gordura crescem, as artérias estreitam-se.

Eventualmente essas placas podem se romper, então, ao haver o contato das substâncias do interior da placa com o sangue, ocorre a imediata coagulação do sangue e, como conseqüência, a estreitação maior da artéria ou até a obstrução total e súbita do vaso.

Sintomas e consequências

 

A aterosclerose pode evoluir sem qualquer sintoma ao longo de várias décadas, na medida em que as manifestações e complicações mais importantes apenas se costumam produzir quando as placas de ateroma já alcançaram um determinado volume, causando um estreitamento grave ou obstrução de uma ou mais artérias. À medida que a aterosclerose estreita a artéria, o órgão afetado pode deixar de receber sangue suficiente para oxigenar os seus tecidos, portanto, suas manifestações e complicações dependem da localização das artérias afetadas.

 O primeiro sintoma do estreitamento de uma artéria pode ser uma dor ou uma cãibra nos momentos em que o fluxo de sangue é insuficiente para satisfazer as necessidades de oxigênio. Outros sintomas podem ser dor no peito (angina), devido à falta de oxigênio no coração e diminuição da tolerância aos exercícios (cansaço fácil).

Na circulação cerebral incluem-se problemas de raciocínio e de memória, dormências e fraquezas musculares localizadas ou até mesmo derrame. Nas pernas, podem ser observados dores nos músculos da panturrilha, cicatrização difícil, diminuição dos pulsos e alteração na coloração do local afetado.

No entanto, a obstrução arterial pode acontecer de forma brusca, quando a turbulência do fluxo de sangue é tão grande que, ao coligir contra a placa de ateroma, provoca a sua fragmentação, libertando-se um ou mais êmbolos que entram na circulação, o que poderá dar origem a uma obstrução de um ou mais vasos de menor diâmetro. Este fenômeno, denominado tromboembolismo, é a causa de muitos casos de enfarte do miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais, uma das complicações mais temíveis da aterosclerose avançada. Outra complicação frequente e grave da aterosclerose é a embolia, que ocorre quando um pedaço da própria placa de ateroma, muito pequeno, é libertado e arrastado pela corrente sanguínea até parar num vaso de menor calibre e o obstruir. Embora a embolia tenha conseqüências semelhantes às da trombose, ela diferencia-se desta porque pode afetar artérias e tecidos bastante afastados dos que contêm o ateroma. Há também uma complicação da aterosclerose que ocorre quando uma placa de ateroma, durante o seu crescimento, consegue infiltrar-se entre duas camadas da parede arterial, criando um espaço entre elas, o que se conhece como dissecção. Neste caso, a parede arterial torna-se muito mais frágil do que o normal e pode romper-se com relativa facilidade, o que é uma das complicações mais graves da aterosclerose avançada da aorta abdominal.

Fatores de risco

Estudos identificaram que certos indivíduos têm maior propensão ao desenvolvimento dessa doença. São aqueles que apresentam os chamados fatores de risco para aterosclerose. Tais fatores estão especificados abaixo.

• Idade: na maioria dos casos, as placas de ateroma já estão bem constituídas e podem provocar repercussões nas pessoas com mais de 50 anos de idade.

• Sexo: a aterosclerose é três vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres, porém após a menopausa, o risco se iguala.

• Predisposição genética: a incidência de aterosclerose é muito mais elevada em algumas famílias do que na população em geral.

• Tabagismo: o fumo do tabaco contém várias substâncias, como a nicotina e o monóxido de carbono, que têm um efeito nocivo sobre a parede arterial. O risco de aterosclerose é diretamente proporcional à quantidade de cigarros fumados por dia.

• Hipertensão arterial: a aterosclerose é duas vezes mais frequente nas pessoas hipertensas do que na população em geral, devido ao fato de o sangue formar turbulências que provocam lesões microscópicas na parede arterial, ao circular com mais força do que o normal, e esses locais lesionados são propícios para a formação das placas ateroscleróticas.

• Hipercolesterolemia: o aumento dos níveis de colesterol no sangue favorece a sua deposição, na túnica íntima das artérias, favorecendo o desenvolvimento de placas de ateroma.

• Diabetes: nas pessoas diabéticas, que não cumpram o tratamento adequado, o risco de sofrer de aterosclerose é dez vezes superior ao do resto da população.

• Obesidade, sedentarismo e stress: estes três fatores favorecem o desenvolvimento de aterosclerose, sobretudo quando se apresentam em conjunto, o que é frequente.

• Utilização de contraceptivos orais: o consumo prolongado de pílulas contraceptivas que contêm estrógenos favorece o depósito de gorduras na túnica íntima das artérias.

Prevenção

O primeiro passo deve começar pela boca, afinal, corpo nenhum merece ser tratado como um depósito de gordura. É orientado que se siga uma dieta saudável baseada em frutas e verduras, e pobre em produtos industrializados e açúcar.

Alimentos ricos em substâncias chamadas bioflavonóides exercem um bom efeito protetor contra a aterosclerose. As principais fontes de bioflavonóides incluem abricó, frutas cítricas, cebola, legumes, chá verde e vinho tinto. Fontes de vitamina C e E, como a acerola, a alface, a couve e o espinafre, também produzem benefícios, retardando o desenvolvimento das placas ateroscleróticas.

Os níveis sanguíneos elevados de colesterol estão diretamente associados à aterosclerose, mas podem ser reduzidos aumentando-se o consumo de alcachofra, alho, aveia, cebola, linhaça e soja. Outras recomendações estão descritas abaixo.

Praticar uma atividade física regularmente. A meta deve ser exercitar-se por 40 minutos à 1 hora, quatro ou mais vezes por semana.

• Manter-se dentro da faixa de peso considerada ideal para sua altura.

• Consumir bebidas alcoólicas com moderação. Isso significa 1 drinque por dia para mulheres e no máximo 2 drinques por dia para homens.

• Não fumar e evitar ser um fumante passivo.

• Fazer consultas periódicas, dosando os níveis sangüíneos de colesterol pelo menos uma vez ao ano e meça sua pressão arterial regularmente.

• Levar a vida com mais bom humor e aprender a controlar melhor o estresse.

 Tratamento

A aterosclerose não tem um tratamento curativo, pois as placas de ateroma depois de formadas já não podem ser dissolvidas. Assim sendo, o mais importante é a sua prevenção, a qual consiste em controlar ou eliminar os fatores de risco.

Em alguns casos, é possível utilizar alguns medicamentos, com o objetivo de limitar as repercussões da doença, como os vasodilatadores que atuam alongando as fibras musculares dos vasos, aumentando seu calibre.

Uma outra alternativa é a realização de determinadas intervenções cirúrgicas com vista a reparar as artérias lesionadas e a restabelecer o normal fluxo sanguíneo. Há dois exemplos abaixo:

 Angioplastia: Geralmente é executada com anestesia local. Para executar este procedimento, o cirurgião vascular insere um cateter por um pequeno furo em cima de uma artéria de virilha e guia o mesmo por seus vasos sanguíneos até a artéria que se quer desobstruir. O cateter leva um balão minúsculo que é insuflado enquanto empurra as placas de ateroma contra as paredes da artéria. Logo, o médico põe um tubo de metal minúsculo chamado stent na artéria para mantê-la aberta.  

 

 Ponte de safena:Utiliza-se da veia safena da perna que é posta de modo que se faça uma ponte entre a aorta e a coronária, é indicada quando há a obstrução de alguma das artérias coronárias. A veia safena é cirurgicamente removida da perna. O enxerto da veia é então costurado desde a aorta até a artéria coronária abaixo do local de bloqueio. O sangue rico em oxigênio flui da aorta, ao longo do enxerto da veia safena, e passa pelo local de bloqueio até à artéria coronária para nutrir o músculo cardíaco.

Alguns vídeos interessantes

Achamos alguns vídeos interessantes sobre a circulação em humanos e anfíbios e um que mostra os batimentos do coração.

Neste vídeo sobre a circulação humana é possível ver os movimentos do coração e o caminho percorrido pelo sangue. O vídeo é em inglês, mas tem legenda em português.

Neste vídeo é possível ver os batimentos cardíacos de um sapo, e há uma boa explicação sobre a circulação dos anfíbios.

 

Neste último vídeo é possível ver os batimentos de um coração humano. Reparem nas válvulas que abrem e fecham para permitir ou não a passagem sanguínea.